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A PUBLICIDADE DOS PROCESSOS MINERÁRIOS E SUAS LIMITAÇÕES FRENTE A RESOLUÇÃO 01/2019 DA ANM

February 8, 2019

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A Inovação Disruptiva na Advocacia Brasileira

 

Na semana de comemoração do dia do advogado de 2014 tive a oportunidade, em conjunto com colegas, de discutir os rumos da advocacia moderna, em especial quanto ao aumento expressivo de novos advogados na Ordem, as modificações trazidas pelo processo digital, bem como, a substituição integral dos operadores do direito por uma distante inteligência artificial legal.

Os temas não são novos, pois os dois primeiros fazem parte do planejamento estratégico do escritório, que sempre evolui. Já o último foi uma das minhas preocupações nas conversas com os colegas da faculdade de direito e administração nos anos 90, principalmente pelo medo da escolha de uma profissão que poderia estar obsoleta em futuro próximo, com a implementação de um processo que excluísse o advogado e o próprio juiz do sistema graças a uma inteligência artificial que determinasse automaticamente o vencedor de um litigio. Algumas tentativas de desenvolvimento desta ferramenta  já são projetos reais, recebendo inclusive investimentos de grandes empresas.

Entretanto passados 20 anos, descartei essa possibilidade, pois a tecnologia da informação, até hoje, apenas modificou o meio, mantendo inalterada a dinâmica e a condição do ser humano como único capaz de criar a fagulha cerebral que decide entre o bem e o mal, certo ou errado.  Essa minha atual convicção é muito bem apresentada no livro “How We Decide” do neurocirurgião Jonah Lehner, que inclusive visitou o Brasil em 2012, para o Médico o que nos diferencia é o “ sparkling”, ou seja, aquele momento que decidirmos fazer ou não determinada coisa.

A produtiva discussão aliada a leitura de um texto de uma Newsletter Americana enviada pela website TECHNOLAWYER me fez perceber que a conversa travada, que buscava descortinar o futuro que nos aguarda, nada mais é que a aplicação do conceito da inovação disruptiva na advocacia.

A era da informação modificou a sociedade e a advocacia de forma abrupta, pois também universalizou o ensino superior no Brasil. Basta força de vontade que qualquer brasileiro poderá frequentar uma faculdade privada de direito.

A privatização do ensino universitário, foi um dos meios democráticos para modificar a estrutura social diminuindo as desigualdades no Brasil, independentemente da qualidade, este ensino é o responsável pelo Brasil ter mais advogados que qualquer outro lugar.

Por consequencia o elevado número de advogados é uma das causas da inovação disruptiva que hoje atinge a advocacia brasileira.

Pois a mão de obra barata derivada do imenso número de profissionais habilitados, além do aumento exponencial do litigio no Brasil, faz com que os serviços jurídicos possam ser prestados em qualquer local – offshore outsourcing – ou ainda geram a possibilidade de cada vez mais Empresas internalizarem a gestão de suas demandas judiciais em um departamento próprio.  Esse cenário somente foi possível pela implementação do processo eletrônico.

O processo eletrônico é um limitador para o advogado comum, o colega mais antigo tem dificuldade em compreender esse novo meio e o colega recém ingresso na OAB, além da dificuldade em operar corretamente os mais de cinco sistemas digitais existentes nos tribunais judiciais e administrativos,  tem a natural inexperiência do novato.

A inovação disruptiva é realidade e a evolução de cada um dos advogados dependerá de quanto essa realidade é clara,  transcrevo um pequeno trecho da   da obra “A nova reinvenção da advocacia” adquirido na mesma noite da conversa que me referi no primeiro parágrafo.  Para os consultores e advogados Lara Selem e Rodrigo Bertozzi “O mercado jurídico nunca esteve tão agitado, seja por bancas estrangeiras, seja pelo nascimento de processos de fusão de médias e boas bancas, seja pelos mais de 1.000.000 advogados no país em 2017 e 103 mil sociedades de advogados. Estamos dobrando de tamanho e sim estamos em guerra branda contra um futuro cheio de oportunidades - porém para quem estiver na ZONA DE CONFORTO – nada precisamos dizer o que os aguarda.”

Aquele que não entender a inovação disruptiva irá em breve deixar de militar, pois inevitavelmente não evoluirá da forma necessária, buscando em outra profissão a felicidade e o sucesso que todo advogado deseja atingir ou pelo menos manter.